Sobre

Quando, através de meu avô materno, imigrante de Spezzano Albanese, em Cosenza, na Calábria, obtive, por juris sanguinae, a cidadania italiana, senti-me realizado em meu antigo imaginário. Os olhos verdes de nossa mamma, que eu e meus três irmãos chamávamos, quando ela se zangava, de “A Loba”, por seu histrionismo digno de Anna Magnani, traíam as origens que representavam, para mim, uma possibilidade de fuga da cultura brasileira, que me era tão estranha, em direção àquela outra, que eu amava profundamente. Apaixonado pela arte, pela literatura, pelo cinema, pelo design dos italianos, não me canso de admirar a beleza das gentes, das paisagens, das cidades da Itália. Estes cadernos de esboços, notas e ensaios registrarão um pouco desse meu amor.